Santo Efrém da Síria e a santidade de Maria.

Estudos Patrísticos
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No debate da Imaculada Conceição, Santo Efrém da Síria é, sem dúvidas, um dos mais citados tanto por parte dos contrários ao dogma quanto por parte dos favoráveis. Em seus escritos há realmente um conjunto de textos que parecem se contradizer. Afinal, qual era a posição do autor sírio na questão da santidade da Virgem? Esse será o objeto de nossa análise. Desde já, devemos informar que não utilizaremos aqui os Hymni B. Mariae já que grande parte dos estudiosos o considera espúrio, tendo sido escrito por volta do século VI, mas apenas as obras originais deste Padre.

 

A Carmina Nisibena e a impecabilidade da Virgem

 

«Em absoluta verdade, você e sua mãe são sozinhos perfeitamente lindos em todos os aspectos, porque em vós, Senhor, não há mácula alguma, e em sua Mãe não há mancha. Entre meus filhos não há ninguém como estes dois magníficos.» (Santo Efrém da Síria, Carmina Nisibena, 27, 8; CSCO 219, 76)

 

Esta é a passagem, encontrada entre os Hinos Nisibenos do autor, mais famosa de Santo Efrém sobre o tema da santidade da Virgem. Analisando o contexto deste versículo, percebe-se que Efrém utiliza-se da ideia de «beleza» e «feiura» como sinônimos para santidade e pecado, respectivamente. Ao isentar Jesus e Maria de qualquer mancha (isto é, isentá-los da feiura), e proclamá-los «lindos em todos os aspectos», está indicando a ideia da impecabilidade da Virgem. Os Padres Aidan Carr e German Williams afirmam que nesta passagem, Efrém está fazendo uma alusão a Cânticos 4:7 («Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha»), o que eles também vêem como um indício favorável à doutrina da plena santidade mariana (cf. Pe. Aidan Carr & Pe. German Williams, Mariology (Juniper), Volume I página 349).

A análise mais completa do texto foi feita pelo Pe. Ignacio Ortiz de Urbina em seu estudo sobre a Mariologia Siríaca Patrística. Sobre esta passagem, ele escreve: «A inocência imaculada e total é um privilégio que Efrém reconheceu à Virgem, mas não dedicou tanto lugar em seus escritos. O Doutor de Edessa vê essa pureza associado à maternidade divina e o papel eficaz de Maria na vitória contra o pecado. O trabalho mais importante para este capítulo são os Hinos Nisibenos, de autenticidade indiscutível. (...) É no hino 27 que o texto capital é encontrado. Fala à Cristo a Igreja de Edessa, que diz: “E se, por eu ser um pouco feia, você me rejeitasse e me repudiasse, o quão feio (sana) lhe pareceria, meu Senhor, que despreza sua esposa tão feia (sanaia)! Amaste a mim que sou feia (saniutz) e assim ensina que se deve amar a sua esposa.”. Observe o jogo delicado e a palavra “feia”. Feia é a Igreja, sua esposa. Feio é divorciar-se dela por isso. "Você embelezou Lia, que era feia (sama), seus olhos eram feios, mas seus filhos eram muito bonitos. Você só e sua mãe, que em todas as coisas (são) os mais belos em tudo, pois não há em ti, ó meu Senhor, mácula (mauma), nem manchas (kutmatha) em tua mãe. Destes dois irmãos (shuparin), meus filhos, a quem se assemelham?". Depois de mencionar as dores da Igreja de Edessa e como ela foi crucificada, ele nos dá a resposta: "Eles se assemelham a teu Senhor e imitam a tua mãe". O pensamento de Efrém parece ser o seguinte: Enquanto a Igreja de Edessa é feia, mas tem filhos bonitos em imitação de Lia e seus filhos, o caso de Maria e Jesus é completamente diferente, porque tanto a mãe como o Filho são bonitos. Entende-se que aqui se trata de uma beleza moral. O caso de Jesus e Maria é uma verdadeira exceção. Até onde vão essas belezas? As palavras de Efrém são muito claras. Assim como em Jesus não havia mancha moral, Maria estava livre de toda mancha. O termo siríaco kutmatha pode significar tanto sardas corporais como defeitos morais. Maria, portanto, é imaculada como seu Filho. Esta excepcional pureza é objeto de imitação dos fiéis de Nisíbe.»[1].

A clareza deste texto torna difícil a elaboração de uma proposição satisfatória de que Efrém supunha pecados pessoais na Virgem. Perceba que aqui ele não fala de uma santidade momentânea, mas a compara a santidade de Maria à do próprio Cristo e exalta que ela e ele são os únicos «belos em todos os aspectos». Nesse sentido, autores protestantes de respeito, como J. N. D. Kelly admitem: «Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho (cf. Efrém, Carmina Nisibena, 27).» [2].

 

O pecado original, e o paralelo entre Maria e Eva

Alguns autores rejeitam que Efrém, um padre oriental, conhecesse a teologia católica do pecado original. No entanto, os textos de Efrém parecem indicar o contrário. Em um de seus hinos, Efrém coloca as seguintes palavras na boca de Satanás: «Eu vi sacerdotes e justos, que apesar de terem feito grandes milagres, havia neles um sopro de mim. Porque a constituição dos homens é misturada com o nosso fermento. Este (Jesus) se vestiu com o corpo de Adão e nos enganou, porque o nosso fermento não tem parte nele.» [3]. Perceba que o autor siríaco tinha já a ideia de que os homens contraem ao serem concebidos, um «fermento satânico» (ainda que ela não estivesse plenamente desenvolvida como no Ocidente). O paralelo de Jesus como o «Novo Adão», é o motivo pelo qual Jesus se tornou imune de contrair este fermento, sendo preservado imaculado da mesma forma que Adão. Esta ideia, por lógica, também valeria à Maria já que o próprio Efrém a reconhece enquanto a «Nova Eva», em muitos de seus textos. É difícil, no entanto, supor que Efrém tenha se confrontado diretamente com esta questão.

Há ainda outros textos em que Efrém admite a ideia do pecado original. Em um de seus hinos, Efrém coloca as seguintes palavras na boca dos demônios: «Vimos crianças filhas de justos e também recém-nascidos filhos de puras e nós os examinamos desde o seio um por um e vimos neles nosso fermento. Ele (Jesus), no entanto, foi um bom fruto desde o primeiro momento.»[4]; «Como aquele primeiro Adão semeou o pecado de impureza nos corpos puros, e o fermento da malícia foi enterrado em todo o nosso dia, assim nosso Senhor semeou a justiça no corpo do pecado, e seu fermento transformou nossa massa.»[5]; «Adão pecou e ganhou todas as tristezas, e o mundo, seguindo o seu exemplo, toda a culpa. E não levou nenhum pensamento de como ele poderia ser restaurado, mas apenas de como sua queda poderia ser mais agradável para ele. Glória a Ele que veio e restaurou-o!»[6].

Em outro texto, Efrém escreve: «Maria e Eva, duas mulheres inocentes, duas mulheres simples, foram colocadas na balança. Uma tornou-se a causa da nossa morte, a outra a causa de nossa vida. Vamos, constatemos as razões de uma e outra coisa. Eva, desde que separou a simplicidade da prudência, tornou-se claramente insípida; Maria acreditou sabiamente que a prudência é o sal e o condimento da simplicidade. Com efeito, a simplicidade que não é alicerçada na esperteza, não tem sabor, nem a esperteza afastada da simplicidade assegura a esperança da salvação.» [7].

Perceba que Efrém atribui a mesma «inocência» de Eva para à Virgem Santíssima, ainda que Eva tenha escolhido a morte e Maria a vida. Essa constatação é certamente muito importante na compreensão da santidade mariana.

Será que Efrém exclui de Maria também o pecado original? É muito improvável que este Padre tenha se debatido sobre este assunto, afinal, em sua época o foco eram as discussões cristológicas a respeito da divindade do Messias ou até mesmo sobre a perpétua virgindade de Maria. Através de sua formulação geral, no entanto, na qual exclui de Maria qualquer mancha moral, pode-se ver aí implícito a doutrina da Imaculada Conceição. Entre estes Padres que admitiram a partir do Hino 27 de Efrém a isenção de Maria de toda a mancha, incluindo a original, podemos citar: Pe. Ignácio Ortiz de Urbina[8], o Pe. X. Mueller[9] e os Padres Aidan Carr e German Williams[10]. Já entre os que defenderam a ideia de que o Hino 27 descreveria a isenção de Maria apenas dos pecados pessoais, podemos citar o Pe. Michael O’Caroll[11] e o o famoso historiador protestante J. N. D. Kelly[12]. De qualquer forma, a linguagem clara do hino demonstra a ideia superlativa que Efrém tinha a respeito da santidade mariana.

 

Textos contraditórios

Ainda que Efrém pareça ser bem claro com relação à impecabilidade da Virgem, há alguns textos que parecem ir na contramão, atribuindo falhas morais à Maria. Vejamos:

 

A “dúvida” de Maria na Ressurreição

Em seu Comentário no Diatessarão, Efrém aparentemente confunde a Virgem Maria com Maria Madalena e afirma que ela duvidou da ressurreição de Jesus quando o confundiu com um jardineiro (Jo 20:15), tendo, por este motivo, sido impedida por Jesus de lhe tocar. Uma consequência dessa «dúvida» foi, segundo Efrém, o cumprimento da profecia de Simeão. Diferentemente de Orígenes, Efrém afirma que a «espada» que atravessou a alma de Maria não foi a sua incredulidade mas a dor oriunda da negação (negationem) pela parte de Jesus de não permitir tocar-lhe. No fim de seu texto, no entanto, o Autor Sírio acaba contrapondo seus próprios argumentos afirmando que, embora Maria não pudesse tê-lo tocá-lo por sua suposta «dúvida», Tomé o pode. Insatisfeito com a própria argumentação, ele então muda seu posicionamento, propondo outras alternativas para o motivo da negação de Jesus em tocar-lhe: «Por que, pois, ele impediu Maria de tocá-lo? Talvez fosse porque ele a confiou a João em seu lugar, Mulher, eis o seu filho.»[13] ou sugere até mesmo que Cristo estaria «preanunciando sua ascenção» para sua Mãe.

Esta instabilidade do pensamento de Efrém nesta passagem é notada também pelo Pe. Ignácio Ortriz de Urbina: «Efrém, um pouco envergonhado com estas [suas] explicações responde que aqui Jesus preanuncia a Maria sua ascenção, ou “talvez porque estivesse confiada a João”. Nosso autor termina sua oscilante exegese com os termos “No entanto, o primeiro sinal (=Caná) não foi feito sem ela, nem sem ela foram às primícias do Sheol. Porque embora ela não o tenha tocado, se confortou com ele”. Como se viu, Efrém confunde a Virgem com Maria Madalena.»[14].

Teria Efrém reconhecido um pecado em Maria? Como conciliar este texto com o texto em que Efrém diz que Maria esteve isenta de manchas morais? Urbina argumenta que, ainda que Efrém considere que Maria tenha confundido Jesus com um jardineiro, não atribui a esta «dúvida» o mesmo caráter culposo descrito por Orígenes: «Aquela dúvida não é propriamente uma dúvida sobre o fato da ressurreição mas um não conseguir reconhecer a Jesus confundindo-o com o jardineiro, o que pode ser um erro mas não necessariamente uma culpa[15].

 

A "santificação" da Virgem

A convicção oriental de que Maria foi «santificada» ou «purificada» no momento da Encarnação está também presente no pensamento dos Padres sírios dos séculos IV e V (através de Santo Efrém da Síria e São Jacob de Serugh, respectivamente). Como a mariologia de Jacob, como lembra Urbina, é extremamente dependente da de Efrém[16], nos é permitido também sistematizar a mariologia da Igreja siríaca.

Ambos insistem na ideia de que o Espírito Santo purificou o «ventre da Virgem», com o intuito de evitar nela as dores de parto (isto é, evitar, segundo Efrém, os «desconfortos e maldições»[17] prenunciados contra Eva em Gn 3,16)[18]. Além disso, Jacob também lembra que, para Jesus fosse concebido virginalmente e habitasse em um corpo sem manchas, era necessário que Maria fosse purificada da concupiscência da carne (ou paixão sexual), recebendo o mesmo estado de inocência de Eva antes da queda[19]. O Pe. Salvatore Bonano, C.M.F., afirma que a ideia da purificação de Maria na Encarnação entre os Padres orientais seguia essa linha de raciocínio, no intuito de purifica-la da concupiscência, unicamente [20].

Ainda que Efrém considere tais imperfeições como «edifícios manchados»[21], a partir dos demais textos destes Padres não podemos considerar que tais imperfeições sejam tratadas por eles enquanto uma espécie de mancha moral. Na Carmina Nisibena, Efrém foi bem claro ao dizer que em Maria «não há mancha» (no sentido de «manchas morais»). Jacob, por sua vez, é ainda mais claro e afirma que mesmo antes da Anunciação, Maria já era imaculada: «desde a adolescência, estava sem mácula em sua integridade e sem máculas andava em seu caminho sem pecados»[22] e também «O fato de Deus tê-la eleito prova que ninguém foi nunca mais santo que Maria pois se houvesse uma mancha ou defeito na sua alma, Deus teria escolhido uma outra imaculada.»[23]. A ideia da Imaculada Conceição, no entanto, pode ser percebida ainda mais claramente na seguinte passagem: «Ela era cheia de beleza tanto pela natureza quanto pela vontade própria, já que ela nunca foi contaminada por pensamentos ignóbeis, seguiu seu caminho sem faltas, sem pecados.»[24]. Perceba que Jacob afirma que Maria é imaculada não só pela «vontade própria», mas também por «natureza». Seja qual for o significado dessa passagem, ela bem ilustra que os autores sírios excluíam de Maria qualquer imperfeição moral.

Segue o comentário de Urbina sobre estas passagens de Efrém e Jacob que tratam da santificação da Virgem: «Harmonizando todos os textos que, por um lado, louvam Maria porque “desde a adolescência” estava sem manchas na integridade e sem pecados e, por outro, dizem que o Espírito veio sobre ela para “santificá-la” e “limpá-la” de modo que a sua maternidade estivesse livre da maldição pronunciada contra Eva, acredito que devemos interpretá-los, como fizemos com Santo Efrém, no sentido de que a “santificação” e a “purificação” que o Espírito opera em Maria é para poder gerar sem intervenção da paixão sexual, como Eva da costela de Adão. A paixão sexual é uma conseqüência do pecado de Eva. Sem dúvida, é uma maternidade mais pura na qual a concupiscência não intervém. Essa pureza é aquilo que o Espírito confere ao corpo de Maria, fazendo-a capaz de gerar virginalmente, o que é um milagre. Este ponto de vista é melhor compreendido se recordarmos a dependência dos escritores sírios sobre as concepções judaicas. Agora, deve-se lembrar que, de acordo com a Lei, toda mulher teve que “purificar-se” ao dar à luz o primogênito (Lc 2:22). É por isso que não penso que os textos de Sarugense possam concluir que Maria estava manchada de pecado original ou outros pecados até a Anunciação do Anjo. Esses termos de “purificação” e “santificação” são explicados pela intervenção do Espírito, o que tornou possível a maternidade virgem e pura.»[25].

O Batismo de Maria

Em uma de suas poesias, Efrém afirma que Maria foi «regenerada pelo batismo». Comentando essa passagem em seu devido contexto, Urbina escreve: «De acordo com Efrém, Maria recebeu o batismo - parece que no tempo após Pentecostes - e também a Eucaristia. O batismo a regenerou e a constituiu «filha de Deus». Aqui estão os textos. No hino 16 do Natal vv. 9-1 1, O Doutor Edesano assinala que Jesus é, para Maria, o Senhor que a gerou na água, irmão segundo a linhagem de Davi, marido porque é virgem, escrava e filha pelo batismo. No hino não tão certo 8:23 da Epifania, diz-se que ela foi gerada em nome de Cristo pelo batismo que ele tinha feito, e que no pão e no vinho ela recebeu o corpo que Cristo havia recebido dela. Efrém afirma uma vez em seus escritos autênticos o batismo com o qual Maria foi regenerada para chegar a ser «filha de Deus». Isso significa que o sacramento a libertou dos pecados, incluindo o original? Se não quisermos anular os muitos textos citados sobre a maternidade divina e sua inocência, deve-se dizer que o batismo admitido por Efrém foi simplesmente suficiente para dar a Maria o título de «filha de Deus» e não para apagar os pecados que não existiam. É o único procedimento para não colocar alguns textos contra outros.»[26].

 

Conclusão

Os escritos de nosso querido santo sírio são claros e simples. Para ele, ainda que os fiéis da Igreja sejam feios já que são pecadores, em Jesus e em Maria «não há mancha» pois eles são juntos «belos em todos os aspectos». Ela gozava do mesmo estado de «inocência» de Eva, mas, obedecendo a Deus, tornou-se a antítese desta. As próprias passagens que tentam competir com estas mostram-se muitas vezes obscuras e de difícil interpretação, mas podemos dizer que elas não chegam a conseguir contradizer a clareza dos primeiros textos apresentados. A Igreja síria através de seus poetas Efrém e Jacob parecem apresentar Maria de uma forma impecável, sem manchas, totalmente isenta de falhas morais. Desta opinião seguem os seguintes autores: Pe. Ignácio Ortiz de Urbina[27], o Pe. X. Mueller[28], Pe. Michael O’Caroll[29], J. N. D. Kelly[30], e os Padres Aidan Carr e German Williams[31].

Sobre a questão da isenção do pecado original, como foi mostrado acima, há quem defenda nos textos do Padre sírio também a presença desta doutrina. No entanto, uma vez que este tema não era debatido na época (nem no Oriente nem no Ocidente), não ouso posicionar-me nesta questão. De qualquer maneira, a posição geral de Efrém que exclui de Maria qualquer mancha de pecado, é, sem dúvidas, um prelúdio do dogma da Imaculada Conceição proclamado em 1854 e testemunha o esplendor da verdade católica desde os primeiros séculos de Cristianismo.

 

NOTAS

[1] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70.

[2] J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495

[3] SANTO EFRÉM DA SÍRIA, Carmina Nisibena, 35,2.

[4] Efrém da Síria, Carmina Nisibena, 35,8

[5] Efrém da Síria, Ed. Mechitaristas, Venecia, 1 893, p. 14, citado por Ortiz de Urbina, Maria em la Patristica Siriaca, p. 71.

[6] Santo Efrém da Síria, Hinos da Epifania, 10, 1

[7] Efrém da Síria, Sermones Exegetici in Gen 3,6; Opera omnia syriace et latine, Vol. 2:327.

[8] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70;¿Vale el testimonio de S. Efrén en favor de la Inmaculada?, «Estudios Eclesiásticos» 28 (1954) 417-422.

[9] X. MUELLER, Die unbefleckte Empfangnis Marias in der syrischen und armenischen Ueberlieferung, Scholastik 9 (1934): 161-220.

[10]PE. AIDAN CARR & PE. GERMAN WILLIAMS, Mariology (Juniper), Volume I página 349.

[11] O’CAROLL, Michael, Theotokos: A Theological Encyclopedia of the Blessed Virgin Mary, pp. 132-133.

[12] “Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho.” (J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495).

[13] Efrém, Comentário no Diatessarão 21,27

[14] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 73

[15] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 73

[16] Cf. ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 89

[17] Cf. EFRÉM DA SÍRIA, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72.

[18] Cf. ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, p. 72 (no tocante à Efrém) e p. 98 (no tocante à Jacob).

[19] Cf. JACOB DE SERUGH, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98.

[20] «A santificação ou purificação de Nossa Senhora que, segundo alguns escritores, teve lugar no momento da Encarnação, não era para libertá-la do pecado real, mas para extinguir completamente a concupiscência (fomes peccati) que até então só tinha sido restringida (ligatus). São Leão Magno e São João Damasceno falam sobre a ação purificadora do Espírito Santo em sua alma no momento da Encarnação. Isto deve ser interpretado à luz do ensinamento geral dos escritores deste período, no sentido de que, antes da concepção de Cristo, ela não estava livre de concupiscência desordenada no presente primo, como um hábito ou tendência que, por si só, inclina-se ao mal e se retarda da prática das virtudes. No entanto, esse hábito estava vinculado e impedido de provocar atos contrários ao motivo correto. Após a concepção do Salvador, ela foi liberada inteiramente do próprio hábito ou essência da concupiscência.» (Pe. Salvatore Bonano, C.M.F., Mariology (Juniper), P. 406).

[21] Cf. EFRÉM DA SÍRIA, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72.

[22] SÃO JACOB DE SERUGH, citado em Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98.

[23] SÃO JACOB DE SERUGH, Primeira Homilia, in C. Vona, Omelie mariologische di S. Giacomo di Sarug (Rome, 1953), 193-194.

[24] SÃO JACOB DE SERUGH, Primeira Homilia, in C. Vona, Omelie mariologische di S. Giacomo di Sarug (Rome, 1953), 143ff.

[25] Ortiz de Urbina, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 98.

[26] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 72

[27] ORTIZ DE URBINA, Ignácio, Maria en la Patristica Siriaca, página 69-70;¿Vale el testimonio de S. Efrén en favor de la Inmaculada?, «Estudios Eclesiásticos» 28 (1954) 417-422.

[28] X. MUELLER, Die unbefleckte Empfangnis Marias in der syrischen und armenischen Ueberlieferung, Scholastik 9 (1934): 161-220.

[29] O’CAROLL, Michael, Theotokos: A Theological Encyclopedia of the Blessed Virgin Mary, pp. 132-133.

[30] “Apenas na Síria, onde a devoção mariana era particularmente fervorosa, encontramos Efrém delineando-a como livre de toda mancha, como seu Filho.” (J. N. D. KELLY, Early Christian Doctrines, p. 495).

[31] PE. AIDAN CARR & PE. GERMAN WILLIAMS, Mariology (Juniper), Volume I página 349.

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